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Terapia de casal gratuita: onde procurar e como funciona a fila

Terapia de casal gratuita: clínicas-escola que atendem casais, o que o SUS, o CRAS e a Defensoria oferecem, as filas de espera e o que fazer enquanto isso.

Escrito pela equipe do Venna Atualizado em · 7 min de leitura
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Este texto é da equipe do Venna, um app em que casais conversam com outros casais. O Venna não é terapia e não é gratuito; ele aparece na tabela comparativa só para mostrar a diferença.

Clínicas-escola: onde começar a procurar terapia de casal gratuita

Nas clínicas-escola, quem atende são estudantes de psicologia ou psicólogos em formação, com supervisão de professores. Algumas são gratuitas; em outras, o valor depende da faculdade. Vale perguntar logo no primeiro contato.

Três exemplos de clínicas que dizem, na própria página, que atendem casais:

  • Unifor, em Fortaleza. O Serviço de Psicologia Aplicada tem um plantão de atendimento psicológico gratuito, e nas tardes de sexta-feira, a partir das 14h, recebe casais e famílias. É por ordem de chegada, com poucas senhas por turno. Segundo a página da universidade, publicada em 2 de outubro de 2026, o plantão funciona até 27 de novembro. É um plantão para momentos de crise. Para um acompanhamento mais longo, vocês vão precisar procurar outro lugar.
  • PUC-SP, em São Paulo. A Clínica Psicológica “Ana Maria Poppovic” faz atendimentos individuais, em grupo, de casal e de família. Primeiro, vocês ligam para saber se a triagem está com inscrições abertas. Depois da triagem, vocês entram na lista e esperam ser chamados. A página não informa o valor.
  • UEL, em Londrina. Um projeto de extensão faz psicoterapia de casal e família na Clínica Psicológica da universidade. Quem tem interesse entra em contato com a clínica e se inscreve na lista de espera.

Se vocês não moram perto de nenhuma delas, procurem a faculdade de psicologia mais próxima e perguntem três coisas: se atende casais, se cobra alguma coisa e quanto tempo costuma durar a espera.

O que o SUS oferece

Segundo o Ministério da Saúde, a Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada do SUS. O que cada UBS oferece em saúde mental, a página não diz. Vale perguntar no posto perto de vocês.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) atendem quem está em sofrimento psíquico intenso ou tem problemas com álcool e outras drogas. Funcionam de “porta aberta”: não é preciso marcar consulta para o primeiro acolhimento. O Ministério da Saúde cita apoio psicológico e terapias individuais e em grupo, além de apoio aos familiares.

O que não encontramos em nenhuma página oficial é a terapia de casal como serviço do SUS. Isso não quer dizer que nenhum serviço público atenda casais, mas não dá para contar com isso. Se um de vocês está sofrendo muito, essa pessoa pode procurar a UBS. Em sofrimento intenso ou com problema com álcool e drogas, o CAPS também atende, sem consulta marcada.

CRAS e CREAS

O CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) não faz terapia. Mas, segundo o gov.br, lá dá para pedir apoio para resolver dificuldades de convívio e de cuidado com os filhos, fortalecer a convivência com a família e receber orientação em casos de violência doméstica. O serviço é gratuito, e a prioridade é de famílias inscritas no Cadastro Único ou que recebem Bolsa Família ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O CREAS atende pessoas que sofrem violência, abuso ou outras violações de direitos. Também é gratuito, e a falta de documentos não impede o atendimento. Para achar a unidade mais perto, o gov.br indica o telefone 121, gratuito.

Defensoria Pública, quando o assunto é separação

Se a conversa já virou divórcio, guarda dos filhos ou pensão, a Defensoria Pública do estado pode ajudar com mediação. Na Paraíba, por exemplo, o núcleo de conciliação e mediação da Defensoria cuida de pensão alimentícia, guarda, divórcio e convivência familiar, e a Defensoria de lá diz que o serviço é totalmente gratuito. No Rio Grande do Sul, tem um centro de mediação e conciliação em Porto Alegre. Quem pode ser atendido muda de estado para estado, então perguntem na Defensoria de vocês. A mediação ajuda a fechar um acordo. Cuidar da relação é outra conversa.

E a fila de espera?

Nas três clínicas que citamos, tem fila ou poucas senhas. A PUC-SP avisa que, se a fila estiver muito grande, pode encaminhar vocês para outro lugar. A UEL trabalha com lista de espera. O plantão da Unifor depende de chegar cedo e conseguir senha.

O que dá para fazer:

  • Se tiver mais de uma clínica-escola na cidade, tentem se inscrever em todas.
  • Se a triagem estiver fechada, liguem de novo mais para a frente. Na PUC-SP, por exemplo, o primeiro passo é justamente telefonar para saber se as inscrições estão abertas.
  • Se a espera ficar longa e vocês puderem pagar, vejam quanto custa um psicólogo particular. Falamos disso no artigo sobre o valor da terapia de casal.
  • Enquanto esperam, se vocês se sentem seguros para conversar, marquem uma hora em casa, sem celular, e falem um de cada vez.

Para entender como funciona a terapia em si e como escolher um profissional, vejam o nosso guia de terapia de casal.

Comparativo das opções

OpçãoCustoPara que serveQuem atendeEspera
Clínica-escola (ex.: PUC-SP, UEL)Algumas são gratuitas; nas outras, perguntem o valorTerapia de casal, quando a clínica atende casaisEstudantes ou psicólogos em formação, com supervisãoCostuma ter lista de espera
Plantão psicológico (ex.: Unifor)GratuitoUm acolhimento num momento de criseEquipe do curso de psicologia da universidadeOrdem de chegada, poucas senhas
UBS e CAPS (SUS)GratuitoSaúde mental de cada um; não encontramos terapia de casalEquipes do SUSVaria por cidade; o CAPS não exige consulta marcada para o primeiro acolhimento
CRASGratuitoDificuldades de convívio na família, orientação, benefícios; não é terapiaEquipe da assistência socialVaria por cidade
CREASGratuitoViolência e violação de direitosEquipe da assistência socialVaria por cidade
Defensoria PúblicaGratuitoMediação de divórcio, guarda e pensão; não é terapiaDefensores e mediadoresVaria por estado
Venna (não é terapia, não é gratuito)Em breve: entre na lista de esperaConversar sobre um tema com outro casal que vive ou já viveu algo parecidoOutros casais; não tem terapeutaA sessão acontece quando os quatro topam

Onde o Venna entra

O Venna não é terapia e não tem terapeuta. Cada casal conta o que viveu, em vez de dar conselho. Nada é gravado, a não ser que os quatro escolham uma sessão gravada com um casal experiente, e nenhuma IA escuta. Vocês dois conversam por uma hora, por voz, com outro casal que está vivendo algo parecido ou que já passou por isso. Vocês escolhem um tema no app, como confiança, comunicação, intimidade ou a chegada de um filho. O app faz as perguntas e dá a vez para cada um falar. Ninguém usa o nome verdadeiro: cada casal aparece como “Casal 1842”. E a sessão só acontece se os quatro toparem.

Vocês podem usar enquanto esperam a vaga na clínica-escola, ou junto com a terapia.

Quando não dá para esperar

O Venna não serve para situações de violência nem para crises graves. Se há agressão ou ameaça na relação, a segurança vem antes de qualquer terapia a dois. Procurem ajuda:

  • Violência contra a mulher: Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180, gratuito, 24 horas, todos os dias. Também pelo WhatsApp (61) 9610⁠-⁠0180.
  • Violência contra homens ou pessoas LGBTQIA+: em emergência, 190; pessoas LGBTQIA+ também podem denunciar pelo Disque 100, gratuito, 24 horas, todos os dias.
  • Emergência, para qualquer pessoa: Polícia Militar, 190.
  • Pensamentos suicidas ou sofrimento intenso: CVV, pelo 188, 24 horas, sem custo de ligação.
  • Violência e violação de direitos em geral: o CREAS mais perto (informações pelo 121).

Fontes

Perguntas frequentes

O SUS oferece terapia de casal?

Não encontramos nenhuma página oficial que cite terapia de casal como serviço do SUS. A UBS é a principal porta de entrada, e vale perguntar no posto o que ele oferece em saúde mental. Os CAPS atendem quem está em sofrimento psíquico intenso ou tem problemas com álcool e outras drogas, sem precisar de consulta marcada para o primeiro acolhimento.

Quais faculdades atendem casais de graça ou com preço baixo?

Três exemplos que dizem, na própria página, que atendem casais: a Clínica Psicológica da PUC-SP, em São Paulo; o projeto de extensão da Clínica Psicológica da UEL, em Londrina; e o plantão gratuito do Serviço de Psicologia Aplicada da Unifor, em Fortaleza, que recebe casais e famílias nas tardes de sexta. Na sua cidade, ligue para a faculdade de psicologia mais próxima e pergunte se atende casais, se cobra alguma coisa e quanto tempo dura a espera.

Clínica-escola de psicologia é sempre gratuita?

Não. Algumas são gratuitas e, em outras, o valor depende da faculdade. A página da PUC-SP, por exemplo, não informa o valor. Pergunte logo no primeiro contato.

Como lidar com a fila de espera da clínica-escola?

Se houver mais de uma clínica-escola na cidade, inscrevam-se em todas. Se a triagem estiver fechada, liguem de novo mais para a frente. Se a espera ficar longa e vocês puderem pagar, vejam quanto custa um psicólogo particular. Enquanto isso, se vocês se sentem seguros, marquem uma hora em casa, sem celular, e falem um de cada vez.

O CRAS faz terapia de casal?

Não. Mas, segundo o gov.br, no CRAS dá para pedir apoio para dificuldades de convívio e de cuidado com os filhos e receber orientação em casos de violência doméstica. É gratuito, com prioridade para famílias do Cadastro Único ou que recebem Bolsa Família ou BPC. O CREAS atende quem sofre violência, e o telefone 121 ajuda a achar a unidade mais perto.

Onde conseguir mediação gratuita para divórcio, guarda ou pensão?

A Defensoria Pública do estado pode ajudar com mediação. Na Paraíba, por exemplo, o núcleo de conciliação e mediação cuida de pensão, guarda, divórcio e convivência familiar, de forma gratuita. Quem pode ser atendido muda de estado para estado. A mediação ajuda a fechar um acordo, mas não é terapia.

E se houver violência na relação?

A segurança vem antes de qualquer terapia a dois. Se você é mulher, ligue 180: é gratuito e funciona 24 horas, todos os dias, também pelo WhatsApp (61) 9610⁠-⁠0180. Em emergência, qualquer pessoa pode ligar 190. Em sofrimento intenso ou com pensamentos suicidas, o CVV atende pelo 188.

Vocês estão passando por isso?

No Venna, vocês conversam por voz com um casal que vive algo parecido, ou que já passou por isso. Uma hora, sem nomes reais, e o app faz as perguntas.

Como funciona uma sessão
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